Certo dia, depois de passar muito tempo trabalhando, ele sentiu-se
cansado, sem energia suficiente para terminar o que havia começado.
Sabia ele, desde quando assumiu o compromisso com aqueles que nele
confiavam, que seria mesmo difícil finalizar com sucesso. Mas assim
são as coisas da vida, as proposições tanto podem ser visões quanto
ilusões. Durante a primeira metade do tempo de sua obra a meta foi
alcançada, apesar de muitas dificuldades terem sido superadas
justamente porque a confiança que ele carregava dos seus ainda estava
muito viva e presente em sua memória, o que se traduzia em força e
disposição ao corpo. Por onde ele andasse todos o olhavam e diziam:
“este é o meu favorito”. Mas era apenas a metade do caminho. Agora, já
bem próximo do final, a conclusão já não dependia tão somente dele,
por isso o cansaço e a reflexão sobre sua situação. De fato, ele não
estava preparado para ser um vencedor como havia pensado lá atrás. Não
chegava a ser um fracasso, ou mesmo um decepção. Apenas era mais
difícil e exigia mais controle e concentração do que era capaz de
prever. Que sentimento estranho! Será que esta fraqueza não seria
vergonha de sua incompetência? Isto mesmo, o melhor a fazer era
assumir que realmente não estava preparado para o trabalho, pedir
desculpas a todos, cumprir com aquele algo que ainda tinha a fazer...
e se recolher. E se preparar melhor, então, para o que ainda virá,
porque um próximo compromisso sempre está a caminho.
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